
Abertura do Espaço Expositivo ‘Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira
O “𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐝𝐚 𝐓𝐫𝐮𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐆ó𝐢𝐬 – 𝐏𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚” acolheu, hoje, 25 crianças do Pré-escolar do Centro Social Rocha Barros e do Programa Férias
Localizado na aldeia da Monteira, na freguesia de Vila Nova do Ceira, este equipamento municipal tem como objetivo divulgar a fauna e a flora da região, contribuindo para a dinamização cultural, natural, pedagógica e desportiva da região. É dedicada particular atenção à truta fario, tendo sido construídos tanques destinados à criação desta espécie. Deste modo, procura-se revitalizar a densidade piscícola do Rio Sótão, um dos afluentes do Rio Ceira.
O espaço expositivo, cofinanciado pelo Turismo de Portugal IP, Programa Valorizar, Medida Valorização Turística do Interior, abriu ao público no dia 10 de agosto de 2024, enriquecendo a oferta pedagógica e turística em torno do património natural, cultural e histórico do Concelho. A área exterior do Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira foi requalificada para melhor acolher a/o visitante, permitindo complementar a visita com atividades de interpretação ambiental (visita aos tanques e jardim de ervas aromáticas) e pequeno espaço de merendas.
Mensagem do Presidente
É com grande satisfação que apresentamos o “Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira”, um projeto que representa o nosso compromisso com a valorização do património natural, ambiental e cultural do concelho. Este espaço interpretativo vem reforçar o posicionamento de Góis como destino de excelência para o turismo de natureza, promovendo o conhecimento sobre a truta fário e sensibilizando para a importância da preservação dos nossos recursos hídricos e ecossistemas ribeirinhos.
Acreditamos que este espaço, cofinanciado pelo Turismo de Portugal através do Programa Valorizar, contribuirá significativamente para o desenvolvimento sustentável da região, criando oportunidades educativas, científicas e turísticas, sempre em harmonia com a identidade única que nos caracteriza.
Convido todos a visitarem este espaço e a descobrirem a beleza, a história e a vida que o Parque da Monteira tem para oferecer.
António Rui de Sousa Godinho Sampaio
Presidente da Câmara Municipal de Góis
O Vale do Ceira é um legado de grande importância, que representa, de forma ímpar, a relação histórica entre o Homem e a Natureza, neste caso representada pelo elemento Rio, que se caracteriza por uma grande variedade e multiplicidade de bacias hidrográficas, ainda que elementares, com cursos de água de regime torrencial ou invernoso.
Usar a água como fonte de produção de energia hidráulica foi, desde há muito, uma necessidade do Homem para fazer mover mecanismos ancestrais de trabalho, da qual dependia a sua sobrevivência. Exemplo desta situação é a existência, nas margens do rio, de várias estruturas movidas a água como é o caso de Moinhos, Lagares, Açudes, entre outros.
Este parque foi instalado com a expectativa de se criar em Góis uma maternidade para a obtenção de trutas para as largadas de pesca desportiva nas concessões do Concelho, e estabelecer uma relação didáctica com a população local, possibilitando visitas guiadas às instalações.
O Programa Bandeira Azul, representado em Portugal pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE), é uma iniciativa da Fundação para a Educação Ambiental (FEE), organização não-governamental que conta com o apoio da Comissão Europeia.
O Município de Góis promove, em parceria com várias entidades, um conjunto de oito Atividades de Educação Ambiental (AEA), associadas ao tema anual “Restauro da Natureza”.
O Município na sua programação cultural tem tido uma preocupação em associar o desenvolvimento local, a economia circular e as tradições.
As dinâmicas do sector do turismo, nomeadamente através das empresas locais associadas à restauração, têm permitido apostar na promoção e divulgação da Truta como um produto de excelência. Assim, é pretensão deste projeto a criação de espécies para, a título gracioso, serem cedidas aos restaurantes para que a Truta seja integrada no seu cardápio, como por exemplo Festa da Truta, Páscoa de Sabores, Menu Taste Coimbra Region (projeto intermunicipal).
O Parque da Monteira ocupa uma área total de 2 500m2, dos quais cerca de 2 354m2 em zonas verdes, 86m2 no edifício e 62m2 em 5 tanques exteriores.
Este parque foi instalado com a expectativa de se criar em Góis uma maternidade para a obtenção de trutas para as largadas de pesca desportiva nas concessões do Concelho, e estabelecer uma relação didáctica com a população local, possibilitando visitas guiadas às instalações.
A Maternidade de Góis foi criada para apoiar a preservação das espécies piscícolas de água doce da região, em especial a truta fario. Este espaço funciona como um laboratório de incubação, onde ocorre a fecundação artificial, incubação de ovos, crescimento e engorda dos alevins (pequenos peixes), garantindo assim a reposição natural dos rios e das concessões de pesca desportiva.
Os ovos são adquiridos ao ICNF ou, com autorização, recolhidos a partir de exemplares capturados nos cursos de água locais. Eles são incubados em tanques de vidro de circuito aberto, onde permanecem até atingirem cerca de 3 cm de comprimento. Em seguida, são transferidos para os tanques exteriores, onde continuam o seu crescimento até estarem prontos para o repovoamento dos rios.
Os 5 tanques exteriores estão implantados abaixo da cota do solo, com elementos circulares em betão pré-fabricados com uma profundidade de 3 metros por 2 metros de diâmetro, com 2.40m de altura de água e um depósito com um volume de 0,26 m3, perfazendo 3,00m de profundidade. Esta implantação pretende resolver o problema de abastecimento de água corrente proveniente de dois poços, com um diferencial de cota de 2 metros, permitindo a distribuição contínua de água para os tanques exteriores e para o aquário de vidro onde os alevins se desenvolvem dentro do edifício.
A alimentação dos tanques com água corrente é feita em simultâneo para os diversos tanques evitando contaminações de uns tanques para os outros.
O edifício surge como apoio aos tanques e aos utilizadores do parque. Funcionalmente desenvolve-se em um só piso e divide-se em três zonas. A primeira resume-se ao espaço expositivo. A segunda zona é composta pela divisão onde se localiza a maternidade e pelo armazém de rações e equipamentos de limpeza dos tanques exteriores. A terceira zona é referente aos sanitários que servem o edifício e o parque.
O edifício está implantado em terreno plano, elevado do solo, para evitar impermeabilização do mesmo e proteger o edifício em relação a eventuais cheias.
O espaço expositivo, concebido para enriquecer a oferta pedagógica e turística do concelho, conta com quiosques táteis interativos, vídeos descritivos, realidade virtual e jogos educativos, em que se explora quatro áreas temáticas:
Saco de Pano 100% Algodão, azul marinho
Lápis com borracha
Bloco de notas A5, capa na cor azul marinho
O espaço expositivo, concebido para enriquecer a oferta pedagógica e turística do concelho, conta com quiosques táteis interativos, vídeos descritivos, realidade virtual e jogos educativos, em que se explora quatro áreas temáticas:
Saco de Pano 100% Algodão, azul marinho
Lápis com borracha
Bloco de notas A5, capa na cor azul marinho
Este plano pretende dinamizar o Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira de forma inclusiva e pedagógica, reforçando laços comunitários e o conhecimento do património natural e cultural do concelho.
Organização prática:
Objetivo: despertar curiosidade sobre os ecossistemas aquáticos e a truta como símbolo local.
Objetivo: aprofundar conceitos científicos, geográficos e ambientais.
Duração estimada: 2h30
Uma experiência noturna educativa no Parque da Monteira:
Objetivos pedagógicos:
Objetivo: promover aprendizagem ativa, memórias afetivas e convívio.
Duração estimada: 2h

O “𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐝𝐚 𝐓𝐫𝐮𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐆ó𝐢𝐬 – 𝐏𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚” acolheu, hoje, 25 crianças do Pré-escolar do Centro Social Rocha Barros e do Programa Férias

O “𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐝𝐚 𝐓𝐫𝐮𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐆ó𝐢𝐬 – 𝐏𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚” acolheu, hoje, 25 crianças do Pré-escolar do Centro Social Rocha Barros e do Programa Férias

O espaço expositivo “𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐝𝐚 𝐓𝐫𝐮𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐆ó𝐢𝐬 – 𝐏𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚” recebeu, esta manhã, 23 crianças do Pré-escolar de Góis, Alvares e Vila Nova

O “𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐝𝐚 𝐓𝐫𝐮𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐆ó𝐢𝐬 – 𝐏𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚” acolheu, hoje, 25 crianças do Pré-escolar do Centro Social Rocha Barros e do Programa Férias

O “𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐝𝐚 𝐓𝐫𝐮𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐆ó𝐢𝐬 – 𝐏𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚” acolheu, hoje, 25 crianças do Pré-escolar do Centro Social Rocha Barros e do Programa Férias
Horário de funcionamento*:
[*terceiro fim-de-semana de cada mês]
Sábado e Domingo
14h30 – 17h30
[*entrada gratuita | devido à limitação da área de exposição, apenas será possível proceder ao acolhimento de até 10 pessoas, por visita]
Duração de cada visita*: 45 minutos
Um espaço interpretativo, acessível e inclusivo, que pretende enriquecer a oferta pedagógica e turística em torno do património natural, cultural e histórico do Concelho.
Nota: Para mais informações, marcação de visitas e/ou agendamento do serviço educativo deverá contactar o Posto de Turismo Municipal – Tl. 235 770 113 ou turismo@cm-gois.pt
Aldeia da Monteira, Freguesia de Vila Nova do Ceira
Coordenadas GPS: 40º 9′ 58.633″N 8º 8′ 50.464″ W
Localizado na aldeia da Monteira, na freguesia de Vila Nova do Ceira, este equipamento municipal tem como objetivo divulgar a fauna e a flora da região, contribuindo para a dinamização cultural, natural, pedagógica e desportiva da região. É dedicada particular atenção à truta fario, tendo sido construídos tanques destinados à criação desta espécie. Deste modo, procura-se revitalizar a densidade piscícola do Rio Sótão, um dos afluentes do Rio Ceira.
O espaço expositivo, cofinanciado pelo Turismo de Portugal IP, Programa Valorizar, Medida Valorização Turística do Interior, abriu ao público no dia 10 de agosto de 2024, enriquecendo a oferta pedagógica e turística em torno do património natural, cultural e histórico do Concelho. A área exterior do Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira foi requalificada para melhor acolher a/o visitante, permitindo complementar a visita com atividades de interpretação ambiental (visita aos tanques e jardim de ervas aromáticas) e pequeno espaço de merendas.
Mensagem do Presidente
É com grande satisfação que apresentamos o “Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira”, um projeto que representa o nosso compromisso com a valorização do património natural, ambiental e cultural do concelho. Este espaço interpretativo vem reforçar o posicionamento de Góis como destino de excelência para o turismo de natureza, promovendo o conhecimento sobre a truta fário e sensibilizando para a importância da preservação dos nossos recursos hídricos e ecossistemas ribeirinhos.
Acreditamos que este espaço, cofinanciado pelo Turismo de Portugal através do Programa Valorizar, contribuirá significativamente para o desenvolvimento sustentável da região, criando oportunidades educativas, científicas e turísticas, sempre em harmonia com a identidade única que nos caracteriza.
Convido todos a visitarem este espaço e a descobrirem a beleza, a história e a vida que o Parque da Monteira tem para oferecer.
António Rui de Sousa Godinho Sampaio
Presidente da Câmara Municipal de Góis
O Vale do Ceira é um legado de grande importância, que representa, de forma ímpar, a relação histórica entre o Homem e a Natureza, neste caso representada pelo elemento Rio, que se caracteriza por uma grande variedade e multiplicidade de bacias hidrográficas, ainda que elementares, com cursos de água de regime torrencial ou invernoso.
Usar a água como fonte de produção de energia hidráulica foi, desde há muito, uma necessidade do Homem para fazer mover mecanismos ancestrais de trabalho, da qual dependia a sua sobrevivência. Exemplo desta situação é a existência, nas margens do rio, de várias estruturas movidas a água como é o caso de Moinhos, Lagares, Açudes, entre outros.
Este parque foi instalado com a expectativa de se criar em Góis uma maternidade para a obtenção de trutas para as largadas de pesca desportiva nas concessões do Concelho, e estabelecer uma relação didáctica com a população local, possibilitando visitas guiadas às instalações.
O Programa Bandeira Azul, representado em Portugal pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE), é uma iniciativa da Fundação para a Educação Ambiental (FEE), organização não-governamental que conta com o apoio da Comissão Europeia.
O Município de Góis promove, em parceria com várias entidades, um conjunto de oito Atividades de Educação Ambiental (AEA), associadas ao tema anual “Restauro da Natureza”.
O Município na sua programação cultural tem tido uma preocupação em associar o desenvolvimento local, a economia circular e as tradições.
As dinâmicas do sector do turismo, nomeadamente através das empresas locais associadas à restauração, têm permitido apostar na promoção e divulgação da Truta como um produto de excelência. Assim, é pretensão deste projeto a criação de espécies para, a título gracioso, serem cedidas aos restaurantes para que a Truta seja integrada no seu cardápio, como por exemplo Festa da Truta, Páscoa de Sabores, Menu Taste Coimbra Region (projeto intermunicipal).
O Parque da Monteira ocupa uma área total de 2 500m2, dos quais cerca de 2 354m2 em zonas verdes, 86m2 no edifício e 62m2 em 5 tanques exteriores.
Este parque foi instalado com a expectativa de se criar em Góis uma maternidade para a obtenção de trutas para as largadas de pesca desportiva nas concessões do Concelho, e estabelecer uma relação didáctica com a população local, possibilitando visitas guiadas às instalações.
A Maternidade de Góis foi criada para apoiar a preservação das espécies piscícolas de água doce da região, em especial a truta fario. Este espaço funciona como um laboratório de incubação, onde ocorre a fecundação artificial, incubação de ovos, crescimento e engorda dos alevins (pequenos peixes), garantindo assim a reposição natural dos rios e das concessões de pesca desportiva.
Os ovos são adquiridos ao ICNF ou, com autorização, recolhidos a partir de exemplares capturados nos cursos de água locais. Eles são incubados em tanques de vidro de circuito aberto, onde permanecem até atingirem cerca de 3 cm de comprimento. Em seguida, são transferidos para os tanques exteriores, onde continuam o seu crescimento até estarem prontos para o repovoamento dos rios.
Os 5 tanques exteriores estão implantados abaixo da cota do solo, com elementos circulares em betão pré-fabricados com uma profundidade de 3 metros por 2 metros de diâmetro, com 2.40m de altura de água e um depósito com um volume de 0,26 m3, perfazendo 3,00m de profundidade. Esta implantação pretende resolver o problema de abastecimento de água corrente proveniente de dois poços, com um diferencial de cota de 2 metros, permitindo a distribuição contínua de água para os tanques exteriores e para o aquário de vidro onde os alevins se desenvolvem dentro do edifício.
A alimentação dos tanques com água corrente é feita em simultâneo para os diversos tanques evitando contaminações de uns tanques para os outros.
O edifício surge como apoio aos tanques e aos utilizadores do parque. Funcionalmente desenvolve-se em um só piso e divide-se em três zonas. A primeira resume-se ao espaço expositivo. A segunda zona é composta pela divisão onde se localiza a maternidade e pelo armazém de rações e equipamentos de limpeza dos tanques exteriores. A terceira zona é referente aos sanitários que servem o edifício e o parque.
O edifício está implantado em terreno plano, elevado do solo, para evitar impermeabilização do mesmo e proteger o edifício em relação a eventuais cheias.
O espaço expositivo, concebido para enriquecer a oferta pedagógica e turística do concelho, conta com quiosques táteis interativos, vídeos descritivos, realidade virtual e jogos educativos, em que se explora quatro áreas temáticas:
Saco de Pano 100% Algodão, azul marinho
Lápis com borracha
Bloco de notas A5, capa na cor azul marinho
Este plano pretende dinamizar o Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira de forma inclusiva e pedagógica, reforçando laços comunitários e o conhecimento do património natural e cultural do concelho.
Organização prática:
Objetivo: despertar curiosidade sobre os ecossistemas aquáticos e a truta como símbolo local.
Objetivo: aprofundar conceitos científicos, geográficos e ambientais.
Duração estimada: 2h30
Uma experiência noturna educativa no Parque da Monteira:
Objetivos pedagógicos:
Objetivo: promover aprendizagem ativa, memórias afetivas e convívio.
Duração estimada: 2h

O “𝐂𝐢𝐜𝐥𝐨 𝐝𝐚 𝐓𝐫𝐮𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐆ó𝐢𝐬 – 𝐏𝐚𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐝𝐚 𝐌𝐨𝐧𝐭𝐞𝐢𝐫𝐚” acolheu, hoje, 25 crianças do Pré-escolar do Centro Social Rocha Barros e do Programa Férias
Um espaço interpretativo, acessível e inclusivo, que pretende enriquecer a oferta pedagógica e turística em torno do património natural, cultural e histórico do Concelho.
Nota: Para mais informações, marcação de visitas e/ou agendamento do serviço educativo deverá contactar o Posto de Turismo Municipal – Tl. 235 770 113 ou turismo@cm-gois.pt
Horário de funcionamento*:
[*terceiro fim-de-semana de cada mês]
Sábado e Domingo
14h30 – 17h30
[*entrada gratuita | devido à limitação da área de exposição, apenas será possível proceder ao acolhimento de até 10 pessoas, por visita
Aldeia da Monteira, Freguesia de Vila Nova do Ceira
Coordenadas GPS: 40º 9′ 58.633″N 8º 8′ 50.464″ W
O ciclo natural da água é um processo essencial para a vida no planeta Terra porque permite a renovação de água e de toda a biodiversidade que dela depende para viver. A água existente no nosso planeta é sempre a mesma, mas está sempre a mudar de lugar e de estado.
A esta transformação e circulação da água dá-se o nome de ciclo da água ou ciclo hidrológico, que se desenvolve através dos processos de evaporação, evapotranspiração, condensação, precipitação, escoamento e infiltração.
É através do Ciclo Hidrológico que se dão as variações climáticas, a criação de condições para a vida do homem, das plantas e dos outros animais, a purificação e a circulação de água nos rios, lagos e oceanos.
Este processo de circulação permanente permite que a água mude de lugar e de estado físico uma infinidade de vezes.
A evaporação é um fenómeno que ocorre quando as águas superficiais dos rios, lagos e oceanos aquecem por ação do sol e passam do estado líquido para o estado gasoso, deslocando-se da superfície terrestre para a atmosfera.
A evapotranspiração é o processo de transferência natural da água, no estado de vapor, da superfície da Terra para a atmosfera. A evapotranspiração inclui a água proveniente da evaporação da água, no estado líquido ou sólido, do solo, e da transpiração das plantas que constituem o revestimento vegetal do solo.
A condensação dá-se quando o vapor de água arrefece e se acumula na atmosfera dando origem a pequenas gotas criando as nuvens ou nevoeiros.
A precipitação ocorre quando as gotas suspensas no ar se tornam demasiado pesadas e caem no solo sob a forma de chuva. Quando estas gotas são acompanhadas de correntes de ar muito frias passam do estado líquido para o estado sólido formando neve ou granizo.
Quando chove ou neva, a água toma o seu curso através do escoamento superficial ou subterrâneo ou infiltra-se na terra, dando origem aos lençóis freáticos ou águas subterrâneas
Este movimento circular e infinito, repete-se constantemente, alterando o seu estado de cordo com o espaço onde se encontra.
O Vale do Ceira localiza-se entre as Serras do Açor (1.340 metros de altitude) e da Lousã (1.205 metros de altitude). Em conjunto com a Serra da Estrela (1.993 metros de altitude) formam o mais imponente e importante alinhamento montanhoso de Portugal – a Cordilheira Central que atravessa a Meseta Ibérica no sentido nordeste-sudoeste dividindo-a sensivelmente a meio.
A região do vale do Ceira, na qual nascem as águas cristalinas do rio Ceira e dos seus efluentes, é extremamente rica a nível paisagístico, nomeadamente em termos de orografia.
Este território caracteriza-se por uma grande variedade e multiplicidade de bacias hidrográficas, com cursos de água de regime torrencial ou invernoso. “A elevada frequência de cursos de água e o seu característico regime torrencial resultam da existência de valores de pluviosidade bastante elevados nas serras da Lousã e do Açor, que formam um obstáculo à passagem das massas de ar, assim como de solos pouco espessos, de vegetação pobre e da presença de declives acentuados.”
O vale do Ceira “apresenta uma considerável diversidade de estruturas ecológicas induzida por variações assinaláveis ao nível da geomorfologia, dos solos e do clima, que se traduz pela presença de inúmeros habitats e espécies com interesse conservacionista. A presença de combissolos de xistos e grauvaques, devido à lenta degradação da rocha-mãe e de fluvissolos, por serem solos aluvionares espessos o que significa que este é um território fértil.
Ao longo do rio existem, vestígios de uma ancestral ocupação humana com obras e infraestruturas de aproveitamento hidráulico como são exemplo os moinhos, os lagares de azeite, as levadas, a serração movida a energia hídrica, entre outras.
O rio Ceira é um rio português que nasce na Serra do Açor, mais concretamente no Cabeço do Gondufo, a uma cota de 1.302 metros de altitude, atravessando os concelhos de Arganil e Pampilhosa da Serra, passando pelo concelho de Góis, Lousã e Miranda do Corvo.
No concelho de Góis, o rio Ceira tem uma extensão de 33 quilómetros, desde a União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal (junto à aldeia do Soito), passando pela freguesia de Góis, terminando a suasai passagem na freguesia da Vila Nova do Ceira, no lugar de Cabril.
O rio Ceira desagua nas proximidades da Portela, concelho de Coimbra, no rio Mondego afluente da margem esquerda (sul) do rio. O rio Ceira é um dos principais afluentes diretos do rio Mondego. A bacia hidrográfica do rio Ceira tem uma área de 735 km2 e, o comprimento desta linha de água é de cerca de 106 quilómetros.
A paisagem encontra-se marcada por vales que apresentam perfil em “V” (sobretudo a montante da vila de Góis), fruto da erosão intensa provocada pelas chuvas e pelos inúmeros cursos de água.
De uma forma geral, o troço entre a nascente e até às proximidades de Góis corresponde as áreas de maior altitude e de declives mais acentuados. Por outro lado, a jusante do “canhão fluvial da Candosa” os declives são, no geral, mais suaves, situação que se prolonga até à foz do rio Ceira.
A truta adulta é territorial – vive em águas correntes, bem oxigenadas, límpidas e frescas. Por isso procura rios com boa qualidade da água. É uma espécie muito sensível à poluição, nomeadamente aos resíduos de pesticidas e herbicidas utilizados por muitos agricultores e a temperaturas elevadas.
A truta fário adulta é muito voraz. Alimenta-se de invertebrados, larvas de insetos aquáticos e pequenos peixes. Esconde-se dos predadores nas zonas mais profundas do rio.
No inverno migram rio acima para desovar. A truta fário pode viver entre os 5 a 20 anos.
Os casais de salmonídeos raramente estão sozinhos nos locais de postura sendo que a competição é intensa. Os machos disputam intensamente a possibilidade de fecundarem uma postura e defendem o território de reprodução. As fêmeas também competem pelas áreas de postura.
No Parque da Monteira, a alimentação das trutas é realizada à base de receitas que cobrem todo o ciclo de crescimento, satisfazendo as necessidades nutricionais dos peixes da fase juvenil à fase adulta.