Ciclo da Truta de Góis

Parque da Monteira

O Projeto

Localizado na aldeia da Monteira, na freguesia de Vila Nova do Ceira, este equipamento municipal tem como objetivo divulgar a fauna e a flora da região, contribuindo para a dinamização cultural, natural, pedagógica e desportiva da região. É dedicada particular atenção à truta fario, tendo sido construídos tanques destinados à criação desta espécie. Deste modo, procura-se revitalizar a densidade piscícola do Rio Sótão, um dos afluentes do Rio Ceira.

O espaço expositivo, cofinanciado pelo Turismo de Portugal IP, Programa Valorizar, Medida Valorização Turística do Interior, abriu ao público no dia 10 de agosto de 2024, enriquecendo a oferta pedagógica e turística em torno do património natural, cultural e histórico do Concelho. A área exterior do Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira foi requalificada para melhor acolher a/o visitante, permitindo complementar a visita com atividades de interpretação ambiental (visita aos tanques e jardim de ervas aromáticas) e pequeno espaço de merendas.

Mensagem do Presidente

É com grande satisfação que apresentamos o “Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira”, um projeto que representa o nosso compromisso com a valorização do património natural, ambiental e cultural do concelho. Este espaço interpretativo vem reforçar o posicionamento de Góis como destino de excelência para o turismo de natureza, promovendo o conhecimento sobre a truta fário e sensibilizando para a importância da preservação dos nossos recursos hídricos e ecossistemas ribeirinhos.

Acreditamos que este espaço, cofinanciado pelo Turismo de Portugal através do Programa Valorizar, contribuirá significativamente para o desenvolvimento sustentável da região, criando oportunidades educativas, científicas e turísticas, sempre em harmonia com a identidade única que nos caracteriza.

Convido todos a visitarem este espaço e a descobrirem a beleza, a história e a vida que o Parque da Monteira tem para oferecer.

António Rui de Sousa Godinho Sampaio

Presidente da Câmara Municipal de Góis

O Vale do Ceira

O Vale do Ceira é um legado de grande importância, que representa, de forma ímpar, a relação histórica entre o Homem e a Natureza, neste caso representada pelo elemento Rio, que se caracteriza por uma grande variedade e multiplicidade de bacias hidrográficas, ainda que elementares, com cursos de água de regime torrencial ou invernoso.

Usar a água como fonte de produção de energia hidráulica foi, desde há muito, uma necessidade do Homem para fazer mover mecanismos ancestrais de trabalho, da qual dependia a sua sobrevivência. Exemplo desta situação é a existência, nas margens do rio, de várias estruturas movidas a água como é o caso de Moinhos, Lagares, Açudes, entre outros.

Este parque foi instalado com a expectativa de se criar em Góis uma maternidade para a obtenção de trutas para as largadas de pesca desportiva nas concessões do Concelho, e estabelecer uma relação didáctica com a população local, possibilitando visitas guiadas às instalações.

1. Galardão Bandeira Azul 2025

O Programa Bandeira Azul, representado em Portugal pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE), é uma iniciativa da Fundação para a Educação Ambiental (FEE), organização não-governamental que conta com o apoio da Comissão Europeia.

O Município de Góis promove, em parceria com várias entidades, um conjunto de oito Atividades de Educação Ambiental (AEA), associadas ao tema anual “Restauro da Natureza”.

Concurso que tem como objetivo a promoção de uma consciência e responsabilidade ambiental através de uma atividade lúdica, convidando à participação da comunidade.

Esta atividade tem como objetivo consciencializar a população em geral através de publicações no jornal local, participações na rádio ou redes sociais

O objetivo é promover a literacia ecológica, e social de alunos e professores para sensibilizar para as discussões do ambiente, em particular para os assuntos relacionados com a natureza, em particular a Biodiversidade terrestre e aquática.

Esta atividade pretende reunir pessoas que, em primeiro lugar, descobriram um verdadeiro prazer e todos os benefícios em caminhar. Ao mesmo tempo, procuram deixar mais limpo o seu lugar.

Oficinas que têm como objetivos fomentar o convívio, ocupar os tempos livres de forma útil e saudável, valorizar a autoestima dos participantes e possibilitar novos conhecimentos e aprendizagens ao longo da vida.

Associada às comemorações do dia da Juventude, esta atividade une a prática do desporto, jogos tradicionais, lazer e animação à temática ambiental. Com o objetivo de incentivar a prática do desporto em conjunto com a promoção das boas praticas ambientais

Ação de formação subordinada ao tema anual: “Restauro da Natureza”, apelando a uma cidadania ativa e aos ODS, destinada aos jovens dirigentes que têm um papel importante na passagem da mensagem a outros jovens no âmbito das suas iniciativas.

Esta atividade pretende reunir pessoas que, em primeiro lugar, descobriram um verdadeiro prazer e todos os benefícios em caminhar. Ao mesmo tempo, procuram deixar mais limpo o seu município, esta iniciativa pretende recolher beatas.

O Município na sua programação cultural tem tido uma preocupação em associar o desenvolvimento local, a economia circular e as tradições.

As dinâmicas do sector do turismo, nomeadamente através das empresas locais associadas à restauração, têm permitido apostar na promoção e divulgação da Truta como um produto de excelência. Assim, é pretensão deste projeto a criação de espécies para, a título gracioso, serem cedidas aos restaurantes para que a Truta seja integrada no seu cardápio, como por exemplo Festa da Truta, Páscoa de Sabores, Menu Taste Coimbra Region (projeto intermunicipal).

Canyoning

Gastronomia

Lagares

Lendas e Estórias

Moinhos

Percursos

Pesca

Tradição e Costumes

O Parque da Monteira

O Parque da Monteira ocupa uma área total de 2 500m2, dos quais cerca de 2 354m2 em zonas verdes, 86m2 no edifício e 62m2 em 5 tanques exteriores.

Este parque foi instalado com a expectativa de se criar em Góis uma maternidade para a obtenção de trutas para as largadas de pesca desportiva nas concessões do Concelho, e estabelecer uma relação didáctica com a população local, possibilitando visitas guiadas às instalações.

A Maternidade de Góis foi criada para apoiar a preservação das espécies piscícolas de água doce da região, em especial a truta fario. Este espaço funciona como um laboratório de incubação, onde ocorre a fecundação artificial, incubação de ovos, crescimento e engorda dos alevins (pequenos peixes), garantindo assim a reposição natural dos rios e das concessões de pesca desportiva.

Os ovos são adquiridos ao ICNF ou, com autorização, recolhidos a partir de exemplares capturados nos cursos de água locais. Eles são incubados em tanques de vidro de circuito aberto, onde permanecem até atingirem cerca de 3 cm de comprimento. Em seguida, são transferidos para os tanques exteriores, onde continuam o seu crescimento até estarem prontos para o repovoamento dos rios.

Os 5 tanques exteriores estão implantados abaixo da cota do solo, com elementos circulares em betão pré-fabricados com uma profundidade de 3 metros por 2 metros de diâmetro, com 2.40m de altura de água e um depósito com um volume de 0,26 m3, perfazendo 3,00m de profundidade. Esta implantação pretende resolver o problema de abastecimento de água corrente proveniente de dois poços, com um diferencial de cota de 2 metros, permitindo a distribuição contínua de água para os tanques exteriores e para o aquário de vidro onde os alevins se desenvolvem dentro do edifício.

A alimentação dos tanques com água corrente é feita em simultâneo para os diversos tanques evitando contaminações de uns tanques para os outros.

O edifício surge como apoio aos tanques e aos utilizadores do parque. Funcionalmente desenvolve-se em um só piso e divide-se em três zonas. A primeira resume-se ao espaço expositivo. A segunda zona é composta pela divisão onde se localiza a maternidade e pelo armazém de rações e equipamentos de limpeza dos tanques exteriores. A terceira zona é referente aos sanitários que servem o edifício e o parque.

O edifício está implantado em terreno plano, elevado do solo, para evitar impermeabilização do mesmo e proteger o edifício em relação a eventuais cheias.

O Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira, composto pelo espaço expositivo e respetivos tanques, encontra-se circundado por uma área ajardinada perfeita para o apoio a pequenos grupos, nomeadamente na realização de piqueniques, mostrando-se, igualmente, como um recurso fantástico para a dinamização de atividades de educação ambiental ao ar livre, nomeadamente, em ações de storytelling, jogos tradicionais, leitura e interpretação da paisagem.
 
Na zona lateral esquerda, encontra-se ainda o “Cantinho das Aromáticas”,  um pequeno jardim com um potencial singular no processo de educar, através da apresentação de plantas que estão presentes nas tradições e património etnobotânico do concelho, associadas a lendas, misticismo, gastronomia e cura de “maleitas”.
A Exposição

O espaço expositivo, concebido para enriquecer a oferta pedagógica e turística do concelho, conta com quiosques táteis interativos, vídeos descritivos, realidade virtual e jogos educativos, em que se explora quatro áreas temáticas:

Merchandise

Saco de Pano 100% Algodão, azul marinho

Lápis com borracha

Bloco de notas A5, capa na cor azul marinho

O espaço expositivo, concebido para enriquecer a oferta pedagógica e turística do concelho, conta com quiosques táteis interativos, vídeos descritivos, realidade virtual e jogos educativos, em que se explora quatro áreas temáticas:

Merchandise

Saco de Pano 100% Algodão, azul marinho

Lápis com borracha

Bloco de notas A5, capa na cor azul marinho

Atividades

Programa Pedagógico

Este plano pretende dinamizar o Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira de forma inclusiva e pedagógica, reforçando laços comunitários e o conhecimento do património natural e cultural do concelho.

Organização prática:

  • Agendamento: contactar o Posto de Turismo para grupos fora dos fins de semana.
  • Material necessário: lupas, binóculos, canas de pesca de brincar, papel, lápis/canetas, material de plantio.
  • Logística: suficiente acompanhamento por educador/técnico, apoio para idosos.
  • Avaliação: Pré escolar: desenho e participação; 1.º Ciclo: esquemas e registo gráfico; Idosos: partilha de memórias e enquadramento pessoal.

Atividades Disponíveis:

Objetivo: despertar curiosidade sobre os ecossistemas aquáticos e a truta como símbolo local.

  1. Roda de boas-vindas: contar história curta sobre a truta do Ceira (via fantoches).
  2. Vídeo interativo: assistir a vídeo sobre o Ciclo da Água seguido de perguntas simples (“Para que serve a água?”).
  3. Realidade virtual: explorar o rio e os habitats, estimulando a perceção sensorial.
  4. Observação de tanques: usar lupas para examinar as trutas fário e alevins.
  5. Jogo da pesca: com canas de brincar, pontuação para “apanhar” peixinhos de papel— reforçar turnos, regras e trabalho em equipa.
  6. Desenho livre: pintura de trutas e paisagens do rio.
  7. Storytelling com as Mascotes Oficiais

Objetivo: aprofundar conceitos científicos, geográficos e ambientais.

  1. Introdução guiada: leitura de painéis informativos (Ciclo da Água e Vale do Ceira).
  2. Desafio “Do rio ao prato”: explicar o percurso da água até à truta — mapa interativo.
  3. Desenho científico: registar o ciclo da truta em esquemas e setas.
  4. Vídeo + análise: comparar diferentes estádios de desenvolvimento das trutas.
  5. Atividade exterior: jogo da pesca com regras explícitas e registo de resultados num gráfico de barras.
  6. Reflexão curta: questões como “Como protegemos o rio e as trutas?”, “Por que é importante a água limpa?”

         

           Duração estimada: 2h30

  1. “Noite com as Trutas” (número limitado de participantes)

Uma experiência noturna educativa no Parque da Monteira:

Objetivos pedagógicos:

  • Estimular autonomia e observação científica.
  • Desenvolver competências em trabalho de campo e documentação.

Objetivo: promover aprendizagem ativa, memórias afetivas e convívio.

  1. Visita guiada tranquila: leitura pausada dos painéis sobre Homem e o Rio, histórias locais e memória coletiva (ligação a atividades de pesca tradicionais).
  2. Observação das trutas: com binóculos portáteis, discussões sobre alterações no rio ao longo da vida.
  3. Memórias partilhadas: roda de conversa sobre experiências próprias de pesca no Ceira, trutas à moda do concelho (“trutas à moda do Ceira”)
  4. Pequena caminhada interpretativa: passeio na zona envolvente, identificando a flora ripícola.
  5. Atividade manual: plantação de pequenas plantas autóctones junto ao rio (sementes ou mudas), reforçando ligação ao ecossistema.
  6. Lanche comunitário: partilha de petiscos típicos do concelho (pão, queijo, mel), incentivando o convívio.

Duração estimada: 2h

Notícias
Contactos

Horário de funcionamento*:

[*terceiro fim-de-semana de cada mês]

Sábado e Domingo

14h30 – 17h30

 [*entrada gratuita | devido à limitação da área de exposição, apenas será possível proceder ao acolhimento de até 10 pessoas, por visita]

Duração de cada visita*: 45 minutos 

Ciclo da Truta de Góis
Parque da Monteira

Um espaço interpretativo, acessível e inclusivo, que pretende enriquecer a oferta pedagógica e turística em torno do património natural, cultural e histórico do Concelho.

Nota: Para mais informações, marcação de visitas e/ou agendamento do serviço educativo deverá contactar o Posto de Turismo Municipal – Tl. 235 770 113 ou turismo@cm-gois.pt

Email: correio@cm-gois.pt

Telefone: 235 770 110

Responsável: Serviço de Turismo e Ação Cultural

Para mais facilmente chegar ao Parque da Monteira

Aldeia da Monteira, Freguesia de Vila Nova do Ceira

Coordenadas GPS: 40º 9′ 58.633″N 8º 8′ 50.464″ W

Ciclo da Truta de Góis

Parque da Monteira

O Projeto

Localizado na aldeia da Monteira, na freguesia de Vila Nova do Ceira, este equipamento municipal tem como objetivo divulgar a fauna e a flora da região, contribuindo para a dinamização cultural, natural, pedagógica e desportiva da região. É dedicada particular atenção à truta fario, tendo sido construídos tanques destinados à criação desta espécie. Deste modo, procura-se revitalizar a densidade piscícola do Rio Sótão, um dos afluentes do Rio Ceira.

O espaço expositivo, cofinanciado pelo Turismo de Portugal IP, Programa Valorizar, Medida Valorização Turística do Interior, abriu ao público no dia 10 de agosto de 2024, enriquecendo a oferta pedagógica e turística em torno do património natural, cultural e histórico do Concelho. A área exterior do Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira foi requalificada para melhor acolher a/o visitante, permitindo complementar a visita com atividades de interpretação ambiental (visita aos tanques e jardim de ervas aromáticas) e pequeno espaço de merendas.

Mensagem do Presidente

É com grande satisfação que apresentamos o “Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira”, um projeto que representa o nosso compromisso com a valorização do património natural, ambiental e cultural do concelho. Este espaço interpretativo vem reforçar o posicionamento de Góis como destino de excelência para o turismo de natureza, promovendo o conhecimento sobre a truta fário e sensibilizando para a importância da preservação dos nossos recursos hídricos e ecossistemas ribeirinhos.

Acreditamos que este espaço, cofinanciado pelo Turismo de Portugal através do Programa Valorizar, contribuirá significativamente para o desenvolvimento sustentável da região, criando oportunidades educativas, científicas e turísticas, sempre em harmonia com a identidade única que nos caracteriza.

Convido todos a visitarem este espaço e a descobrirem a beleza, a história e a vida que o Parque da Monteira tem para oferecer.

António Rui de Sousa Godinho Sampaio

Presidente da Câmara Municipal de Góis

O Vale do Ceira

O Vale do Ceira é um legado de grande importância, que representa, de forma ímpar, a relação histórica entre o Homem e a Natureza, neste caso representada pelo elemento Rio, que se caracteriza por uma grande variedade e multiplicidade de bacias hidrográficas, ainda que elementares, com cursos de água de regime torrencial ou invernoso.

Usar a água como fonte de produção de energia hidráulica foi, desde há muito, uma necessidade do Homem para fazer mover mecanismos ancestrais de trabalho, da qual dependia a sua sobrevivência. Exemplo desta situação é a existência, nas margens do rio, de várias estruturas movidas a água como é o caso de Moinhos, Lagares, Açudes, entre outros.

Este parque foi instalado com a expectativa de se criar em Góis uma maternidade para a obtenção de trutas para as largadas de pesca desportiva nas concessões do Concelho, e estabelecer uma relação didáctica com a população local, possibilitando visitas guiadas às instalações.

1. Galardão Bandeira Azul 2025

O Programa Bandeira Azul, representado em Portugal pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE), é uma iniciativa da Fundação para a Educação Ambiental (FEE), organização não-governamental que conta com o apoio da Comissão Europeia.

O Município de Góis promove, em parceria com várias entidades, um conjunto de oito Atividades de Educação Ambiental (AEA), associadas ao tema anual “Restauro da Natureza”.

Concurso que tem como objetivo a promoção de uma consciência e responsabilidade ambiental através de uma atividade lúdica, convidando à participação da comunidade.

Esta atividade tem como objetivo consciencializar a população em geral através de publicações no jornal local, participações na rádio ou redes sociais.

O objetivo é promover a literacia ecológica, e social de alunos e professores para sensibilizar para as discussões do ambiente, em particular para os assuntos relacionados com a natureza, em particular a Biodiversidade terrestre e aquática.

Esta atividade pretende reunir pessoas que, em primeiro lugar, descobriram um verdadeiro prazer e todos os benefícios em caminhar. Ao mesmo tempo, procuram deixar mais limpo o seu lugar.

Oficinas que têm como objetivos fomentar o convívio, ocupar os tempos livres de forma útil e saudável, valorizar a autoestima dos participantes e possibilitar novos conhecimentos e aprendizagens ao longo da vida.

Associada às comemorações do dia da Juventude, esta atividade une a prática do desporto, jogos tradicionais, lazer e animação à temática ambiental. Com o objetivo de incentivar a prática do desporto em conjunto com a promoção das boas praticas ambientais

Ação de formação subordinada ao tema anual: “Restauro da Natureza”, apelando a uma cidadania ativa e aos ODS, destinada aos jovens dirigentes que têm um papel importante na passagem da mensagem a outros jovens no âmbito das suas iniciativas.

Esta atividade pretende reunir pessoas que, em primeiro lugar, descobriram um verdadeiro prazer e todos os benefícios em caminhar. Ao mesmo tempo, procuram deixar mais limpo o seu município, esta iniciativa pretende recolher beatas.

O Município na sua programação cultural tem tido uma preocupação em associar o desenvolvimento local, a economia circular e as tradições.

As dinâmicas do sector do turismo, nomeadamente através das empresas locais associadas à restauração, têm permitido apostar na promoção e divulgação da Truta como um produto de excelência. Assim, é pretensão deste projeto a criação de espécies para, a título gracioso, serem cedidas aos restaurantes para que a Truta seja integrada no seu cardápio, como por exemplo Festa da Truta, Páscoa de Sabores, Menu Taste Coimbra Region (projeto intermunicipal).

Canyoning

Gastronomia

Lagares

Lendas e Estórias

Moinhos

Percursos

Pesca

Tradição e Costumes

O Parque da Monteira

O Parque da Monteira ocupa uma área total de 2 500m2, dos quais cerca de 2 354m2 em zonas verdes, 86m2 no edifício e 62m2 em 5 tanques exteriores.

Este parque foi instalado com a expectativa de se criar em Góis uma maternidade para a obtenção de trutas para as largadas de pesca desportiva nas concessões do Concelho, e estabelecer uma relação didáctica com a população local, possibilitando visitas guiadas às instalações.

A Maternidade de Góis foi criada para apoiar a preservação das espécies piscícolas de água doce da região, em especial a truta fario. Este espaço funciona como um laboratório de incubação, onde ocorre a fecundação artificial, incubação de ovos, crescimento e engorda dos alevins (pequenos peixes), garantindo assim a reposição natural dos rios e das concessões de pesca desportiva.

Os ovos são adquiridos ao ICNF ou, com autorização, recolhidos a partir de exemplares capturados nos cursos de água locais. Eles são incubados em tanques de vidro de circuito aberto, onde permanecem até atingirem cerca de 3 cm de comprimento. Em seguida, são transferidos para os tanques exteriores, onde continuam o seu crescimento até estarem prontos para o repovoamento dos rios.

Os 5 tanques exteriores estão implantados abaixo da cota do solo, com elementos circulares em betão pré-fabricados com uma profundidade de 3 metros por 2 metros de diâmetro, com 2.40m de altura de água e um depósito com um volume de 0,26 m3, perfazendo 3,00m de profundidade. Esta implantação pretende resolver o problema de abastecimento de água corrente proveniente de dois poços, com um diferencial de cota de 2 metros, permitindo a distribuição contínua de água para os tanques exteriores e para o aquário de vidro onde os alevins se desenvolvem dentro do edifício.

A alimentação dos tanques com água corrente é feita em simultâneo para os diversos tanques evitando contaminações de uns tanques para os outros.

O edifício surge como apoio aos tanques e aos utilizadores do parque. Funcionalmente desenvolve-se em um só piso e divide-se em três zonas. A primeira resume-se ao espaço expositivo. A segunda zona é composta pela divisão onde se localiza a maternidade e pelo armazém de rações e equipamentos de limpeza dos tanques exteriores. A terceira zona é referente aos sanitários que servem o edifício e o parque.

O edifício está implantado em terreno plano, elevado do solo, para evitar impermeabilização do mesmo e proteger o edifício em relação a eventuais cheias.

O Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira, composto pelo espaço expositivo e respetivos tanques, encontra-se circundado por uma área ajardinada perfeita para o apoio a pequenos grupos, nomeadamente na realização de piqueniques, mostrando-se, igualmente, como um recurso fantástico para a dinamização de atividades de educação ambiental ao ar livre, nomeadamente, em ações de storytelling, jogos tradicionais, leitura e interpretação da paisagem.
 
Na zona lateral esquerda, encontra-se ainda o “Cantinho das Aromáticas”,  um pequeno jardim com um potencial singular no processo de educar, através da apresentação de plantas que estão presentes nas tradições e património etnobotânico do concelho, associadas a lendas, misticismo, gastronomia e cura de “maleitas”.

A Exposição

O espaço expositivo, concebido para enriquecer a oferta pedagógica e turística do concelho, conta com quiosques táteis interativos, vídeos descritivos, realidade virtual e jogos educativos, em que se explora quatro áreas temáticas:

Merchandise

Saco de Pano 100% Algodão, azul marinho

Lápis com borracha

Bloco de notas A5, capa na cor azul marinho

Atividades

Programa Pedagógico

Este plano pretende dinamizar o Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira de forma inclusiva e pedagógica, reforçando laços comunitários e o conhecimento do património natural e cultural do concelho.

Organização prática:

  • Agendamento: contactar o Posto de Turismo para grupos fora dos fins de semana.
  • Material necessário: lupas, binóculos, canas de pesca de brincar, papel, lápis/canetas, material de plantio.
  • Logística: suficiente acompanhamento por educador/técnico, apoio para idosos.
  • Avaliação: Pré escolar: desenho e participação; 1.º Ciclo: esquemas e registo gráfico; Idosos: partilha de memórias e enquadramento pessoal.

Atividades Disponíveis:

Objetivo: despertar curiosidade sobre os ecossistemas aquáticos e a truta como símbolo local.

  1. Roda de boas-vindas: contar história curta sobre a truta do Ceira (via fantoches).
  2. Vídeo interativo: assistir a vídeo sobre o Ciclo da Água seguido de perguntas simples (“Para que serve a água?”).
  3. Realidade virtual: explorar o rio e os habitats, estimulando a perceção sensorial.
  4. Observação de tanques: usar lupas para examinar as trutas fário e alevins.
  5. Jogo da pesca: com canas de brincar, pontuação para “apanhar” peixinhos de papel— reforçar turnos, regras e trabalho em equipa.
  6. Desenho livre: pintura de trutas e paisagens do rio.
  7. Storytelling com as Mascotes Oficiais

Objetivo: aprofundar conceitos científicos, geográficos e ambientais.

  1. Introdução guiada: leitura de painéis informativos (Ciclo da Água e Vale do Ceira).
  2. Desafio “Do rio ao prato”: explicar o percurso da água até à truta — mapa interativo.
  3. Desenho científico: registar o ciclo da truta em esquemas e setas.
  4. Vídeo + análise: comparar diferentes estádios de desenvolvimento das trutas.
  5. Atividade exterior: jogo da pesca com regras explícitas e registo de resultados num gráfico de barras.
  6. Reflexão curta: questões como “Como protegemos o rio e as trutas?”, “Por que é importante a água limpa?”

         

           Duração estimada: 2h30

  1. “Noite com as Trutas” (número limitado de participantes)

Uma experiência noturna educativa no Parque da Monteira:

Objetivos pedagógicos:

  • Estimular autonomia e observação científica.
  • Desenvolver competências em trabalho de campo e documentação.

Objetivo: promover aprendizagem ativa, memórias afetivas e convívio.

  1. Visita guiada tranquila: leitura pausada dos painéis sobre Homem e o Rio, histórias locais e memória coletiva (ligação a atividades de pesca tradicionais).
  2. Observação das trutas: com binóculos portáteis, discussões sobre alterações no rio ao longo da vida.
  3. Memórias partilhadas: roda de conversa sobre experiências próprias de pesca no Ceira, trutas à moda do concelho (“trutas à moda do Ceira”)
  4. Pequena caminhada interpretativa: passeio na zona envolvente, identificando a flora ripícola.
  5. Atividade manual: plantação de pequenas plantas autóctones junto ao rio (sementes ou mudas), reforçando ligação ao ecossistema.
  6. Lanche comunitário: partilha de petiscos típicos do concelho (pão, queijo, mel), incentivando o convívio.

Duração estimada: 2h

Notícias

Ciclo da Truta de Góis
Parque da Monteira

Um espaço interpretativo, acessível e inclusivo, que pretende enriquecer a oferta pedagógica e turística em torno do património natural, cultural e histórico do Concelho.

Nota: Para mais informações, marcação de visitas e/ou agendamento do serviço educativo deverá contactar o Posto de Turismo Municipal – Tl. 235 770 113 ou turismo@cm-gois.pt

Email:correio@cm-gois.pt

Telefone: 235 770 110

Responsável: Serviço de Turismo e Ação Cultural

Contactos

Horário de funcionamento*:

[*terceiro fim-de-semana de cada mês]

Sábado e Domingo

14h30 – 17h30

 [*entrada gratuita | devido à limitação da área de exposição, apenas será possível proceder ao acolhimento de até 10 pessoas, por visita

Para mais facilmente chegar ao Parque da Monteira

Aldeia da Monteira, Freguesia de Vila Nova do Ceira

Coordenadas GPS: 40º 9′ 58.633″N 8º 8′ 50.464″ W

O ciclo natural da água é um processo essencial para a vida no planeta Terra porque permite a renovação de água e de toda a biodiversidade que dela depende para viver. A água existente no nosso planeta é sempre a mesma, mas está sempre a mudar de lugar e de estado.

A esta transformação e circulação da água dá-se o nome de ciclo da água ou ciclo hidrológico, que se desenvolve através dos processos de evaporação, evapotranspiração, condensação, precipitação, escoamento e infiltração.

É através do Ciclo Hidrológico que se dão as variações climáticas, a criação de condições para a vida do homem, das plantas e dos outros animais, a purificação e a circulação de água nos rios, lagos e oceanos.

Este processo de circulação permanente permite que a água mude de lugar e de estado físico uma infinidade de vezes.

A evaporação é um fenómeno que ocorre quando as águas superficiais dos rios, lagos e oceanos aquecem por ação do sol e passam do estado líquido para o estado gasoso, deslocando-se da superfície terrestre para a atmosfera.

A evapotranspiração é o processo de transferência natural da água, no estado de vapor, da superfície da Terra para a atmosfera. A evapotranspiração inclui a água proveniente da evaporação da água, no estado líquido ou sólido, do solo, e da transpiração das plantas que constituem o revestimento vegetal do solo.

A condensação dá-se quando o vapor de água arrefece e se acumula na atmosfera dando origem a pequenas gotas criando as nuvens ou nevoeiros. 

A precipitação ocorre quando as gotas suspensas no ar se tornam demasiado pesadas e caem no solo sob a forma de chuva. Quando estas gotas são acompanhadas de correntes de ar muito frias passam do estado líquido para o estado sólido formando neve ou granizo. 

Quando chove ou neva, a água toma o seu curso através do escoamento superficial ou subterrâneo ou infiltra-se na terra, dando origem aos lençóis freáticos ou águas subterrâneas

Este movimento circular e infinito, repete-se constantemente, alterando o seu estado de cordo com o espaço onde se encontra.

O Vale do Ceira localiza-se entre as Serras do Açor (1.340 metros de altitude) e da Lousã (1.205 metros de altitude). Em conjunto com a Serra da Estrela (1.993 metros de altitude) formam o mais imponente e importante alinhamento montanhoso de Portugal – a Cordilheira Central que atravessa a Meseta Ibérica no sentido nordeste-sudoeste dividindo-a sensivelmente a meio.

A região do vale do Ceira, na qual nascem as águas cristalinas do rio Ceira e dos seus efluentes, é extremamente rica a nível paisagístico, nomeadamente em termos de orografia.

Este território caracteriza-se por uma grande variedade e multiplicidade de bacias hidrográficas, com cursos de água de regime torrencial ou invernoso. “A elevada frequência de cursos de água e o seu característico regime torrencial resultam da existência de valores de pluviosidade bastante elevados nas serras da Lousã e do Açor, que formam um obstáculo à passagem das massas de ar, assim como de solos pouco espessos, de vegetação pobre e da presença de declives acentuados.”

O vale do Ceira “apresenta uma considerável diversidade de estruturas ecológicas induzida por variações assinaláveis ao nível da geomorfologia, dos solos e do clima, que se traduz pela presença de inúmeros habitats e espécies com interesse conservacionista. A presença de combissolos de xistos e grauvaques, devido à lenta degradação da rocha-mãe e de fluvissolos, por serem solos aluvionares espessos o que significa que este é um território fértil.

Ao longo do rio existem, vestígios de uma ancestral ocupação humana com obras e infraestruturas de aproveitamento hidráulico como são exemplo os moinhos, os lagares de azeite, as levadas, a serração movida a energia hídrica, entre outras.

O rio Ceira é um rio português que nasce na Serra do Açor, mais concretamente no Cabeço do Gondufo, a uma cota de 1.302 metros de altitude, atravessando os concelhos de Arganil e Pampilhosa da Serra, passando pelo concelho de Góis, Lousã e Miranda do Corvo.

No concelho de Góis, o rio Ceira tem uma extensão de 33 quilómetros, desde a União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal (junto à aldeia do Soito), passando pela freguesia de Góis, terminando a suasai passagem na freguesia da Vila Nova do Ceira, no lugar de Cabril.

O rio Ceira desagua nas proximidades da Portela, concelho de Coimbra, no rio Mondego afluente da margem esquerda (sul) do rio. O rio Ceira é um dos principais afluentes diretos do rio Mondego. A bacia hidrográfica do rio Ceira tem uma área de 735 km2 e, o comprimento desta linha de água é de cerca de 106 quilómetros.

A paisagem encontra-se marcada por vales que apresentam perfil em “V” (sobretudo a montante da vila de Góis), fruto da erosão intensa provocada pelas chuvas e pelos inúmeros cursos de água.


De uma forma geral, o troço entre a nascente e até às proximidades de Góis corresponde as áreas de maior altitude e de declives mais acentuados. Por outro lado, a jusante do “canhão fluvial da Candosa” os declives são, no geral, mais suaves, situação que se prolonga até à foz do rio Ceira.

A truta adulta é territorial – vive em águas correntes, bem oxigenadas, límpidas e frescas. Por isso procura rios com boa qualidade da água. É uma espécie muito sensível à poluição, nomeadamente aos resíduos de pesticidas e herbicidas utilizados por muitos agricultores e a temperaturas elevadas.


A truta fário adulta é muito voraz. Alimenta-se de invertebrados, larvas de insetos aquáticos e pequenos peixes. Esconde-se dos predadores nas zonas mais profundas do rio.


No inverno migram rio acima para desovar. A truta fário pode viver entre os 5 a 20 anos.
Os casais de salmonídeos raramente estão sozinhos nos locais de postura sendo que a competição é intensa. Os machos disputam intensamente a possibilidade de fecundarem uma postura e defendem o território de reprodução. As fêmeas também competem pelas áreas de postura.


No Parque da Monteira, a alimentação das trutas é realizada à base de receitas que cobrem todo o ciclo de crescimento, satisfazendo as necessidades nutricionais dos peixes da fase juvenil à fase adulta.